O 77º Oscar, o maior prêmio do cinema, acontece dia 27 de fevereiro, direto de Los Angeles. Entre os mais citados, pode-se destacar "O Aviador", de Martin Scorcese, com indicações em 11 categorias, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator, para Leonardo DiCaprio. "Menina de Ouro" recebeu sete indicações, entre elas: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator (ambos para Clint Eastwood), Melhor Atriz. Ambos os longas estréiam no Brasil dia 11 de fevereiro.

O ator Jamie Foxx recebeu duas indicações para o Oscar 2005. A primeira como Melhor Ator, por conta de sua atuação no filme "Ray", que conta a história de Ray Charles; e a outra por sua atuação em "Colateral", como Melhor Ator Coadjuvante. No total, "Ray" recebeu seis indicações à estatueta e chega ao país em 4 de fevereiro.

Embora "Olga", de Jayme Monjardim, não tenha conseguido uma vaga em Los Angeles, "Diários de Motocicleta", do brasileiro Walter Salles, concorre em duas categorias: Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Canção.
Tarefa difícil, porém, será a escolha da comissão julgadora em Melhor Filme de Animação. Na disputa estão: "Os Incríveis", "O Espanta Tubarões" e "Shrek 2".
O terceiro filme da série Harry Potter, "Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban", teve apenas duas indicações: Melhor Trilha Sonora e Melhores Efeitos Especiais.

Confirmando o Globo de Ouro, prêmio considerado a prévia do Oscar, concorrem ao prêmio de Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Atriz Coadjuvante, respectivamente Clive Owen e Natalie Portman por suas atuações em "Perto Demais", filme que estreou na última semana nas salas brasileiras.
Além de "O Aviador" e "Menina de Ouro", concorrem ao mais disputado prêmio de Melhor Filme: "Em busca da Terra do Nunca", "Ray" e "Sideways - Entre umas e Outras".
A entrega do prêmio poderá ser acompanhada apenas pela TV a cabo TNT, pois, até o momentto, nenhuma emissora nacional mostrou interesse em cobrir a festa.

Lista completa

Melhor Ator

- Don Cheadle ("Hotel Rwanda")
- Johnny Depp ("Em Busca da Terra do Nunca")
- Leonardo DiCaprio ("O Aviador")
- Clint Eastwood ("Menina de Ouro")
- Jamie Foxx ("Ray")

Melhor Atriz

- Annette Bening ("Being Julia")
- Catalina Sandino Moreno ("Maria Cheia de Graça")
- Imelda Staunton ("Vera Drake")
- Hilary Swank ("Menina de Ouro")
- Kate Winslet ("Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças")

Melhor Filme

- "O Aviador"
- "Em Busca da Terra do Nunca"
- "Menina de Ouro"
- "Ray"
- "Sideways - Entre Umas e Outras"

Melhor Diretor

- Martin Scorsese ("O Aviador")
- Clint Eastwood ("Menina de Ouro")
- Taylor Hackford ("Ray")
- Alexander Payne ("Sideways - Entre Umas e Outras")
- Mike Leigh ("Vera Drake")

Melhor Ator Coadjuvante

- Alan Alda ("O Aviador")
- Thomas Haden Church ("Sideways - Entre Umas e Outras")
- Jamie Foxx ("Colateral")
- Morgan Freeman ("Menina de Ouro")
- Clive Owen ("Closer - Perto Demais")

Melhor Atriz Coadjuvante

- Cate Blanchett ("O Aviador")
- Laura Linney ("Kinsey - Vamos Falar de Sexo")
- Virginia Madsen ("Sideways - Entre Umas e Outras")
- Sophie Okonedo ("Hotel Rwanda")
- Natalie Portman ("Closer - Perto Demais")

Melhor Filme de Animação

- "Os Incríveis"
- "O Espanta-Tubarão"
- "Shrek 2"

Melhor Direção de Arte

- "O Aviador"
- "Em Busca da Terra do Nunca"
- "Desventuras em Série"
- "O Fantasma da Ópera"
- "Eterno Amor"

Melhor Fotografia

- "O Aviador"
- "A Casa das Adagas Voadoras"
- "A Paixão de Cristo"
- "O Fantasma da Ópera"
- "Eterno Amor"

Melhor Figurino

- "O Aviador"
- "Em Busca da Terra do Nunca"
- "Desventuras em Série"
- "Ray"
- "Tróia"

Melhor Documentário de Longa-Metragem

- "Born Into Brothels"
- "The Story of the Weeping Camel"
- "Super Size Me - A Dieta do Palhaço"
- "Tupac: Resurrection"
- "Twist of Faith"

Melhor Documentário de Curta-Metragem

- "Autism is a World"
- "The Children of Leningradsky"
- "Hardwood"
- "Mighty Times: The Children's March"
- "Sister Rose's Passion"

Melhor Edição

- "O Aviador"
- "Colateral"
- "Em Busca de Terra do Nunca"
- "Menina de Ouro"
- "Ray"

Melhor Filme Estrangeiro

- "Mar Adentro" (Espanha)
- "As It Is In Heaven" (Suécia)
- "A Voz do Coração" (França)
- "A Queda" (Alemanha)
- "Yesterday" (África do Sul)

Melhor Maquiagem

- "Desventuras em Série"
- "A Paixão de Cristo"
- "Mar Adentro"

Melhor Trilha Sonora

- "Em Busca da Terra do Nunca"
- "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban"
- "Desventuras em Série"
- "A Paixão de Cristo"
- "A Vila"

Melhor Canção

- "Shrek 2" ("Accidentally In Love")
- "Al Otro Lado Del Río" ("Diários de Motocicleta")
- "O Expresso Polar" ("Believe")
- "O Fantasma da Ópera" ("Learn To Be Lonely")
- "A Voz do Coração" ("Vois Sur Ton Chemin")

Melhor Curta-Metragem de Animação

- "Birthday Boy"
- "Gopher Broke"
- "Guard Dog"
- "Lorenzo"
- "Ryan"

Melhor Curta-Metragem

- "Everything in This Country Must"
- "Little Terrorist"
- "7:35 in the Morning"
- "Two Cars, One Night"
- "Wasp"

Melhor Edição de Som

- "Os Incríveis"
- O Expresso Polar"
- "Homem-Aranha 2"

Melhor Mixagem de Som

- "O Aviador"
- "Os Incríveis"
- O Expresso Polar"
- "Ray"
- "Homem-Aranha 2"

Melhores Efeitos Visuais

- "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban"
- "Eu, Robô"
- "Homem-Aranha 2"

Melhor Roteiro Adaptado

- "Antes do Pôr-do-Sol"
- "Em Busca da Terra do Nunca"
- "Menina de Ouro"
- "Diários de Motocicleta"
- "Sideways - Entre Umas e Outras"

Melhor Roteiro Original

- "O Aviador"
- "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças"
- "Hotel Rwanda"
- "Os Incríveis"
- "Vera Drake"

Comentários
Semana que vem posso falar melhor, porque assistirei aos três filmes principais que concorrerão ao prêmio de Melhor Filme: Ray, O Aviador e Menina de Ouro. Então, aguarde!

Relacionamentos modernos em xeque

Nas comédias românticas, quase sempre, o galã se dá bem no final. "Perto Demais", longa-metragem que estréia nesta sexta, 21, porém, está longe de ser convencional. Ao contrário. O filme é cheio de cortes, que surpreendem o espectador e oferecem a sensação de um final feliz entre o casal formado por Anna (Julia Roberts) e o jornalista Dan (Jude Law).

Law, aliás, parece ter realmente mergulhado de cabeça em sua profissão. Só entre o ano passado e este, ele apareceu na telona nos filmes: "Capitão Sky e o Mundo de Amanhã", "Alfie - O Sedutor", "Desventuras em Série" e, em breve, "O Aviador", ao lado de Leonardo di Caprio.
Dirigido por Mike Nichols ("Angels in America"), "Perto Demais" analisa friamente os relacionamentos de hoje, que podem começar com ajuda da internet, ter traições e trocas de parceiros (será assim mesmo na vida real?).
Embora o longa se passe em Londres, o sotaque britânico só é ouvido por Jude Law e pelo médico dermatologista Larry, vivido por Clive Owen. Isso porque Dan encontra a stripper norte-americana Alice (Natalie Portman) durante um atropelamento. Os dois se conhecem melhor e ele escreve um livro sobre a vida da moça. Para ilustrá-lo, Dan procura a fotógrafa e recém-divorciada, também americana, agora morando na terra do Big Ben. Mesmo mencionando a existência de uma namorada, Dan a beija e depois Anna é apresentada para Alice. Um golpe baixo demais e dolorido, uma vez que Alice descobre que os dois se sentiram atraídos um pelo outro.
O filme não mostra cenas de sexo, mas Anna conta ao seu então marido, Larry, o que fez, como fez e onde fez amor com o amante Dan. A única nudez, embora que não completa, é da stripper.

Os takes de filmagem quase sempre são em close, e os atores chegam perto um do outro. Inclusive durante a exposição sobre Desconhecidos, que Anna realiza e aproveita para apresentar Larry a Dan e Alice.
"Perto Demais" é baseado na peça teatral "Closer", de Patrick Marber, que estreou em Londres em 1997, indo depois para a Broadway e encenada em mais de 100 cidades e traduzida para mais de 30 idiomas. Owen, aliás, foi Dan na montagem em Londres.
Em tempo: "Perto Demais" conquistou o Globo de Ouro de ator e atriz coadjuvantes (Natalie Portman e Clive Owen).

Comentários

O filme realmente me surpreendeu. Não imaginava que assistiria a uma sessão "cheia de conteúdo" e com closes tão perfeitos. As pessoas podem logo achar que é "mais uma peça de teatro que virou filme" -- acho que a última a que assisti foi "A Dona da História" -- mas o diretor realmente provou que sabe o que está fazendo.

A atuação de Julia Roberts é como ela mesma; Jude Law, sempre charmoso, mas acaba se dando mal. Os novatos Natalie Portman e Clive Owen não só fazem bonito como comprovam a atuação, já que ambos levaram para casa o Globo de Ouro de Melhor Atriz e Ator. Enfim, só indo pro cinema assistir.

Quando ouvir as crianças ainda é o melhor negócio

Antes de "Desventuras em Série" começar, é exibido um minifilme com duendes. Então, o locutor avisa que se por acaso o espectador espera um filme com duendes é melhor ele procurar a sala de cinema ao lado, porque o que será apresentado ali, em seguida, está longe de ser um filme "engraçadinho".

Dirigido por Brad Silberling ("Cidade dos Anjos"), o longa-metragem tem Jim Carrey no papel do Conde Olaf. Caracterizado eternamente como "O Máscara" e "Ace Ventura", Carrey não disfarça suas caretas e trejeitos que lhe são peculiares nos outros longas.

Baseado nos livros de Lemony Snicket, que já lançou 11 volumes, o filme é sobre os primeiros três. Jude Law é o narrador da história sobre a família Baudelaire, que após a morte dos pais num incêndio dentro de casa, deixou órfãos os três filhos: Klaus (Liam Aiken), Violet (Emily Browning) e Sunny (Kara e Shelby Hoffman).
Sem rumo, as três crianças foram deixadas para o tutor, Conde Olaf, que fazia os três de escravos dentro de sua casa, em troca da fortuna deixada pelos pais. Após algumas desventuras, o responsável pelas crianças, Sr. Poe (Timothy Spall), as leva de volta e as entrega para o Tio Monty (Billy Connolly) e em seguida para Tia Josephine (Meryl Streep).
Quem tira o riso do espectador é mesmo a filha mais nova, Sunny, que aos quatro anos fala pouco, mas diz muito. A inventora Violet e o leitor insaciável Klaus conseguem, quase sempre, se livrar das amarras do vilão.
Toda a trama é baseada em histórias contadas por crianças e não ouvidas pelos adultos. "Desventuras em Série apresenta uma história de sobrevivência e perseverança", diz o diretor.

Comentários

O filme, baseado em livros, como outros tantos que já estraram, é bom. O enredo é bom, as crianças estão ótimas, mas Jim Carrey cansa a beleza de qualquer um, principalmente porque ele tá marcado como os personagens que fez como "O Máscara" e "Ace Ventura". Aquela comédia cansativa e comum. As crianças, com certeza, vão adorar.

Alexandre não chega a ser um grande filme

 

A nova aposta da Warner, o filme épico "Alexandre", que estréia na sexta, dia 14, não foi bem nos Estados Unidos. O longa-metragem dirigido por Oliver Stone ("O Expresso da Meia-Noite") ficou em sexto lugar no ranking da bilheteria em seu primeiro final de semana de exibição no país, entre os dias 26 e 28 de novembro. O principal movimento contrário ao filme diz respeito, sobretudo, à bissexualidade do personagem-título, vivido pelo ator irlandês Colin Farrell.
Um grupo de advogados gregos afirma que o rei da Macedônia não era gay e ameaça processar a empresa. O diretor, porém, garante que o longa é fiel à história e foi feito com acompanhamento de especialistas.
Sobre a sexualidade de Alexandre, Farrell afirma que "na época, a partilha de conhecimento e contato físico entre homens era o amor puro". Segundo ele, não havia homossexualismo ou bissexualismo. "Havia apenas uma inevitável sexualidade", comenta Farrell, que teve os cabelos alongados e pintados de loiro.

Angelina Jolie

Um dos papéis que poderiam ser polêmicos, sob a ótica de Stone, seria a mãe de Alexandre, Olímpia, vivida por Angelina Jolie (que tem apenas um ano a menos do que Farrell), uma vez que ela entregou uma cobra a seu filho quando ele ainda era pequeno. Angelina, aliás, é um dos poucos e bons motivos para ir ao cinema. Linda e com um sotaque caprichado, ela interpreta muito bem a feiticeira e incentivadora do filho para que ele fique marcado pra sempre na história.

História real
Baseado em história real do rei da Macedônia, "Alexandre" é uma superprodução que custou US$ 150 milhões. Depois de algumas tentativas para filmar a história de "Alexandre, O Grande", Stone aceitou o desafio por acreditar que ele teve grande representação histórica, uma vez que aos 25 anos havia conquistado 90% do mundo conhecido. E foi liderando os exércitos gregos, macedônios e orientais em ataques, que conquistou um enorme império.

Anthony Hopkins

Ambientado num mundo antes de Cristo, a narração é feita pelo general de sua confiança, Ptolomeu (Anthony Hopkins), que sobreviveu a todas as batalhas.

Val Kilmer

Após a morte de seu pai, o rei Filipe (Val Kilmer), Alexandre assume o seu lugar e sai da Macedônia com destino à Ásia Ocidental, cujo intuito era libertar aquele povo do domínio persa. Ele, então, expande o seu império até chegar à Índia, quando resolve voltar.

Rosario Dawson

E é longe da Macedônia que Alexandre se casa com Roxana (Rosario Dawson), criando uma certa antipatia perante os outros guerreiros, uma vez que ele estaria "misturando" o sangue macedônio puro.
A verdade, no entanto, é que nem mesmo Alexandre pode ter seu sangue-puro, já que sua própria mãe afirma que Alexandre é filho de Zeus, o deus dos deuses.

Comentários

Não sei se deu pra perceber, mas eu não achei o filme grande coisa. A crítica já começou a meter o pau e eu ajudo. Primeiro, três longas horas de filme pra contar pouco; segundo, nada contra homossexuais, mas o exagerou atrapalhou um pouco, e fora que era muito afetado (segundo consta, o amor era puro e não aquela pegação/melação); terceiro, Hollywood tem condições de fazer superproduções de verdade e esta só gastou dinheiro. Achei a atuação de Angelina Jolie excelente. A fotografia também é bacana. Outra coisa que tenho pra comentar é quanto ao figurino, também bem escolhido. Depois de assistir ao longa dá pra imaginar porque ninguém tava querendo encarar a biografia de Alexandre (que de grande de não tem nada).

O Sambista que escreve livros

Depois de uma longa temporada no Rio de Janeiro, chega ao Sesc Pinheiros, em São Paulo, a exposição “Chico Buarque: o tempo e o artista”. Com curadoria de Zeca Buarque Ferreira, sobrinho do cantor, a mostra reúne elementos que fizeram parte da carreira do artista. “Esta não é, nem se pretende, uma exposição definitiva sobre a sua obra, que se mantém ainda em constante movimento”, escreve o curador na introdução da mostra.

Além de fotos atuais e da infância do compositor brasileiro, é possível conferir cartas de Tom Jobim, as influências do samba de Ismael Silva, Noel Rosa, entre outros. Também estão expostas as letras originais de músicas que tiveram grande importância histórica, com destaque para o samba “A Banda”, a primeira canção apresentada no festival dos anos 60. O futebol, a verdadeira paixão de Chico Buarque de Hollanda, também ocupa boa parte da exposição.

Autor de diversos livros, como “Estorvo”, “Benjamin” (que virou filme em 2003) e “Budapeste”, Chico Buarque certa vez declarou que não se importava de ser um sambista. “Quando eu morrer, quero que digam ‘morreu um sambista que escrevia livros’.”

Com entrada gratuita, a exposição pode ser visitada até 13 de março, de terça a sexta, das 13h30 às 21h30; sábado, domingo e feriado, das 10h30 às 18h30. O Sesc Pinheiros fica na rua Paes Leme, 195. Informações: 3095-9400.

Comentários

Bom, fui ver a exposição no Rio de Janeiro, em julho, e afe, adorei. Além das fotos, manuscritos e cartas é possível conferir vídeos dos festivais que Chico participou nos anos dourados na TV Record. Também existem locais para se escutar as músicas de sambistas que influenciaram a sua música. Ou seja, pra quem é fã é tudo de bom; pra quem não é, tudo o que é necessário para se tornar um!

Balanço de ano novo II

Exposições

Outra diversão que tive foi visitar exposições. Fui ver "Picasso na Oca", "Fashion Passion - 100 anos de moda na Oca", "Chico Buarque - o Tempo e o Artista", "Bienal Internacional", entre outras menores, "Quadro de Luz", de Jô Soares, "Emoção Art.ficial 2.0", de fotógrafos... enfim, foram muitas.

A última foi a visita ao Masp, pra conferir "As 100 maravilhas", com obras de impressionistas como Renoir, Van Gogh, Goya, Cézanne, Toulousse Lautrec, Picasso, Manet, Monet. Por falar em Monet, meu impressionista favorito, fiquei decepcionada com a exposição, uma vez que havia uma (pelo amor de deus, apenas uma) obra do artista autor do quadro que deu nome ao movimento. A obra, aliás, era a "Ponte Japonesa", pintada no final do século 19 em Giverny, casa onde o artista passou seus últimos dias.

 

E a obra que eu me refiro que deu o nome ao movimento é a "Impression: Sunrise".

Outro problema da mostra refere-se à iluminação do local, uma vez que a curadoria preferiu por um ambiente escuro, mas as lâmpadas direcionadas aos quadros não era eficientes e não estavam bem posicionadas, pois muitas vezes era necessário visualizar o quadro de lado e não de frente para que a sombra não atrapalhasse a pintura. Enfim, é isso.

Balanço de Ano Novo

Fiquei pensando esses últimos dias de folga sobre o que foi feito em 2004 e posso concluir que consegui fazer bastante coisa, assistir a muitos filmes, visitar a muitas exposições. Não registrei aqui, mas depois de "Doze homens..." ainda assisti à animação "Os Incríveis".

As aventuras se passam com a família toda. Na luta contra o crime, está à frente Beto Pêra, também conhecido como "sr. Incrível". Porém, após o casamento com a ex-super-heroína Helena Pêra (a mullher elástico), nasceram três filhos, sendo o mais novo “normal”. Longe das ações de super-herói, Beto Pêra trabalha em uma empresa de seguros, enquanto Helena cuida da casa e dos filhos. Louco para voltar à ativa, o super-herói aposentado vê-se diante da chance de sua vida quando recebe um comunicado misterioso convocando-o até uma ilha remota para uma missão ultra-secreta. E é à força que a família toda é envolvida para salvar o pai que está nas garras de um cara metido a super-herói e que quer acabar com o sr. Incrível.

 

Uma das melhores animações dos últimos tempos, Os Incríveis foi criado pela mesma turma responsável pelo longa-metragem Procurando Nemo, Vida de Inseto, entre outros. Só por conta dos longas anteriores já é de se esperar uma megaprodução. E realmente é. O filme diverte tanto os mais novos, quanto os crescidinhos, que aproveitam para lembrar as artimanhas dos super-heróis de cada época. Diversão garantida!

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