"Menina de Ouro" foi o grande vencedor da noite do Oscar
Melhor Ator
- Jamie Foxx ("Ray")
- Don Cheadle ("Hotel Rwanda")
- Johnny Depp ("Em Busca da Terra do Nunca")
- Leonardo DiCaprio ("O Aviador")
- Clint Eastwood ("Menina de Ouro")

Melhor Atriz
- Hilary Swank ("Menina de Ouro")
- Kate Winslet ("Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças")
- Annette Bening ("Being Julia")
- Catalina Sandino Moreno ("Maria Cheia de Graça")
- Imelda Staunton ("Vera Drake")

Melhor Filme
- "Menina de Ouro"
- "O Aviador"
- "Em Busca da Terra do Nunca"
- "Ray"
- "Sideways - Entre Umas e Outras"

Melhor Diretor
- Clint Eastwood ("Menina de Ouro")
- Martin Scorsese ("O Aviador")
- Taylor Hackford ("Ray")
- Alexander Payne ("Sideways - Entre Umas e Outras")
- Mike Leigh ("Vera Drake")

Melhor Ator Coadjuvante
- Morgan Freeman ("Menina de Ouro")
- Alan Alda ("O Aviador")
- Thomas Haden Church ("Sideways - Entre Umas e Outras")
- Jamie Foxx ("Colateral")
- Clive Owen ("Closer - Perto Demais")

Melhor Atriz Coadjuvante
- Cate Blanchett ("O Aviador")
- Laura Linney ("Kinsey - Vamos Falar de Sexo")
- Virginia Madsen ("Sideways - Entre Umas e Outras")
- Sophie Okonedo ("Hotel Rwanda")
- Natalie Portman ("Closer - Perto Demais")

Melhor Filme de Animação
- "Os Incríveis"
- "O Espanta-Tubarão"
- "Shrek 2"

Melhor Direção de Arte
- "O Aviador"
- "Em Busca da Terra do Nunca"
- "Desventuras em Série"
- "O Fantasma da Ópera"
- "Eterno Amor"

Melhor Fotografia
- "O Aviador"
- "A Casa das Adagas Voadoras"
- "A Paixão de Cristo"
- "O Fantasma da Ópera"
- "Eterno Amor"

Melhor Figurino
- "O Aviador"
- "Em Busca da Terra do Nunca"
- "Desventuras em Série"
- "Ray"
- "Tróia"

Melhor Documentário de Longa-Metragem
- "Born Into Brothels"
- "The Story of the Weeping Camel"
- "Super Size Me - A Dieta do Palhaç"
- "Tupac: Resurrection"
- "Twist of Faith"

Melhor Documentário de Curta-Metragem
- "Mighty Times: The Childrens March"
- "Autism is a World"
- "The Children of Leningradsky"
- "Hardwood"
- "Sister Roses Passion"

Melhor Edição
- "O Aviador"
- "Colateral"
- "Em Busca de Terra do Nunca"
- "Menina de Ouro"
- "Ray"

Melhor Filme Estrangeiro
- "Mar Adentro" (Espanha)
- "As It Is In Heaven" (Suécia)
- "A Voz do Coração" (França)
- "A Queda" (Alemanha)
- "Yesterday" (África do Sul)

Melhor Maquiagem
- "Desventuras em Série"
- "A Paixão de Cristo"
- "Mar Adentro"

Melhor Trilha Sonora
- "Em Busca da Terra do Nunca"
- "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban"
- "Desventuras em Série"
- "A Paixão de Cristo"
- "A Vila"
Melhor Canção
- "Diários de Motocicleta" ("Al Otro Lado Del Río")
- "Shrek 2 ("Accidentally In Love")
- "O Expresso Polar" ("Believe")
- "O Fantasma da Ópera" ("Learn To Be Lonely")
- "A Voz do Coração" ("Vois Sur Ton Chemin")

Melhor Curta-Metragem de Animação
- "Ryan"
- "Birthday Boy"
- "Gopher Broke"
- "Guard Dog"
- "Lorenzo"

Melhor Curta-Metragem
- "Wasp"
- "Everything in This Country Must"
- "Little Terrorist"
- "7:35 in the Morning"
- "Two Cars, One Night"

Melhor Edição de Som
- "Os Incríveis"
- "O Expresso Polar"
- "Homem-Aranha 2"

Melhor Mixagem de Som
- "Ray"
- "Os Incríveis"
- "O Expresso Polar"
- "O Aviador"
- "Homem Aranha 2"

Melhores Efeitos Visuais
- "Homem-Aranha 2"
- "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban"
- "Eu, Robô"

Melhor Roteiro Adaptado
- "Sideways - Entre Umas e Outras"
- "Antes do Pôr-do-Sol"
- "Em Busca da Terra do Nunca"
- "Menina de Ouro"
- "Diários de Motocicleta"

Melhor Roteiro Original
- "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças"
- "O Aviador"
- "Hotel Rwanda"
- "Os Incríveis"
- "Vera Drake"
 
Comentários
Embora não tenha assistido "Menina de Ouro", sem dúvida nenhuma "O Aviador" não merecia como Melhor Filme. Como Melhor Ator, Jamie Foxx foi superbem escolhido e foi merecido o prêmio. Morgan Freeman, tardiamente reconhecido pela Academia, teve, enfimm a sua estatueta reservada para este ano como Melhor Ator Coadjuvante.
Dos palcos para as telas do cinema

 

As pessoas que não tiveram a oportunidade de assistir a uma apresentação da peça “O Fantasma da Ópera”, têm agora a opção de, a partir de sexta, dia 25, ir aos cinemas e ver a montagem dirigida por Joel Schumacher (“Um Toque de Infidelidade”).

Baseada na história de Gaston Leroux, escrita em 1911, a trama adaptada por Andrew Lloyd Webber se passa na Ópera de Paris, em 1870, quando a jovem Christine Daae (Emmy Rossum) aprende a cantar com um tutor, mas sem saber quem ele é. Na verdade, Christine acredita que ela está aprendendo a cantar com o seu pai, que já morreu.

 

 

Durante as apresentações, “coisas” acontecem na Ópera e todos os participantes acreditam que são atitudes do Fantasma (Gerard Butler) que ali vive. Somente Madame Giry (Miranda Richardson) sabe que o misterioso “Anjo da Música” é, na verdade, o Fantasma, um homem desfigurado que usa uma máscara para esconder o rosto.

 

 

Depois que Christine é escolhida para ficar no lugar da diva italiana La Carlotta (Minnie Driver), ela começa a chamar atenção do patrocinador do teatro, Visconde Raoul de Chagny (Patrick Wilson), e os dois descobrem que haviam sido amigos na infância. Então se apaixonam e provocam a ira do Fantasma.

O filme não mostra apenas a história do Fantasma e de como tudo começou, mas, de forma não-linear, conta também sobre os anos se passaram, e em 1919, depois da morte de Christine, o Visconde participa de um leilão público na Ópera e adquire um dos objetos que pertenciam ao Fantasma. Outro objeto do leilão é o enorme candelabro de cristal que enfeitava o teatro.

Quando o filme sai do leilão com um cenário sombrio, mostrando o teatro depois que pegou fogo, o diretor volta no tempo e aparece os momentos de glória, época dos grandes espetáculos, com cores vivas e a música que toca praticamente o filme todo, variando apenas a letra. Embora o musical seja um pouco cansativo, com pouco menos de duas horas e meia, é uma oportunidade de as pessoas conhecerem a história que por muitos anos ficou nos teatros.

 

 

Outra ótima cena é quando acontece a festa dos Mascarados. A música é excelente e a coreografia sincronizada é ótima. “Mascarados escondam os seus rostos para que o mundo não os encontrem.” Se fosse no teatro, era o momento de a platéia, feliz, bater palmas em pé para homenagear os atores.

 

Sobre o musical 

O musical estreou em Londres, em 1986, rendeu bilheteria de mais de US$ 3,2 bilhões, e atraiu público de 80 milhões de pessoas, com mais de 65 mil apresentações em 18 países. Ao todo, a montagem ganhou 50 prêmios importantes. O disco, lançado em 1987, vendeu mais de 40 milhões de cópias no mundo inteiro.

Um dos desafios no momento de fazer o filme é justamente o fato de ele ser musical e precisar ser contado por intermédio das canções. De acordo com o co-produtor musical Nigel Wright (“Grease”), “filmar ‘O Fantasma da Ópera’ exigiu mais dedicação que num musical normal”, uma vez que primeiro a trilha é pré-gravada para depois serem rodadas as cenas. “Ficamos apenas um passo à frente do cronograma de filmagens para que as faixas de playback pudessem se acomodar às atuações que se desenvolviam durante o ensaio.” Para isso, foi construído um estúdio de gravação para que os atores pudessem, a qualquer momento, gravar um novo vocal.

 

Comentários

Como eu falei, é cansativo, ficar mais de duas horas sentada no cinema só se valer muito a pena. "O Fantasma da Ópera" vale o ingresso, mas não as mais de duas horas, principalmente pelo fato de ser um musical.

No amor vale tudo, menos princípios básicos

Não se trata de uma consulta no terapeuta, mas um bom punhado desses profissionais talvez desse os mesmos conselhos amorosos que o personagem-título do filme "Hitch - Conselheiro Amoroso", que estréia nesta sexta no País.
Alex "Hitch" Hitchens (Will Smith) é um anônimo (e muito bem vestido) especialista na arte de criar situações para os tímidos engatarem um papo bacana com a pessoa que está em sua mira, ensinando ao aprendiz alguns princípios básicos.
Em Nova York, cidade que serve de pano de fundo à trama, as pessoas andam tão alucinadas com o trabalho, que mal têm tempo de namorar. Ora, mas esta seria apenas mais uma desculpa para as pessoas que têm, na verdade, medo de se envolver. Tal como o próprio Hitch, como se pode ver. Depois de uma tenebrosa decepção nos tempos do colégio, ele resolveu ajudar as pessoas a se darem bem nos seus relacionamentos.
Além das conhecidas ruas da cidade norte-americana, o famoso Central Park também serviu de cenário para o filme. Outra locação é a Ellis Island, o principal porto de entrada dos Estados Unidos, que se tornou histórico para os imigrantes.


Se o contador Albert (Kevin James) só encontrava a sua amada, a socialite Allegra Cole (Amber Valletta), em reuniões de negócios, Hitch lhe ensinou uma maneira de se destacar para, enfim, ser notado pela loira. Ao mesmo tempo, o consultor amoroso, embora camuflado, conhece a colunista de fofoca do tablóide "The New York Standard", a bela Sara Melas (Eva Mendes), e cai nas suas graças, porém sem retorno, uma vez que o mote dela é "ficar só, investir na carreira"...

Casey (Julie Ann Emery), sua amiga confidente e colega de trabalho, não tem sorte no amor e ainda é vítima de um mal-entendido, para fúria de Sara.
Dirigido por Andy Tennant ("Doce Lar"), o longa-metragem foi escrito pelo novato Kevin Bisch e tem como produtor o próprio Will Smith, ao lado de James Lassiter e Teddy Zee. Embora Smith nunca tenha atuado em comédias românticas, pode-se dizer que ele se saiu bem e faz os espectadores caírem na gargalhada, principalmente quando Albert mostra a Hitch como se sente à vontade diante de uma mulher numa pista de dança. "A maioria dos homens acha que está abafando quando está numa pista de dança, mas eu acredito que nove, em cada dez, fazem um estrago irreparável", conta o produtor James Lassiter.
Se "Hitch" não chega a ser uma terapia, de fato, ao menos para o bom humor matinal o conselho pode ser bem aplicado: "Acorde todo dia como se fosse de propósito".

Estréia norte-americana
De sexta a domingo, da última semana, a estréia de "Hitch - Conselheiro Amoroso" arrecadou, nos Estados Unidos, US$ 45,3 milhões nas bilheterias. O valor é o maior somado em filmes do gênero, superando o "Como se fosse a primeira vez", estrelado por Adam Sandler e Drew Barrymore.

Comentários

Sinceramente eu rolei de rir no filme. Achei hilária a parte da dança do contador com o conselheiro. Fora que o filme dá um ânimo mesmo de continuar a vida (embora hoje definitivamente eu tô achando tudo uma droga). De qualquer modo, o filme é engraçado, Will Smith está ótimo, mas impagável mesmo é o personagem Albert.

“Coisa de Mulher” é o primeiro filme do SBT

A primeira produção do SBT Filmes, a nova empresa do Grupo Silvio Santos, ainda não tem data marcada para a estréia, mas o longa-metragem “Coisa de Mulher”, dirigido por Eliana Fonseca, já está totalmente filmado e conta com grande elenco. Em parceria com a Diler & Associados e a Warner Bros., a nova aposta do SBT vai investir em produções nacionais. O SBT não divulga o investimento da nova empresa, mas, para o filme, o orçamento gira em torno de R$ 4,8 milhões, entre produção e comercialização, conforme informa o produtor Diler Trindade.

A diretora e atriz Eliana Fonseca, que já havia dirigido curta-metragens, estreou na direção de longas para adultos apenas nesta produção (Eliana dirigiu “Eliana e os Segredos dos Golfinhos”). “Estava há quatro anos com o roteiro”, comenta ela durante entrevista coletiva concedida à imprensa nesta semana.

 

 

No elenco, além do experiente Evandro Mesquita no papel de Murilo (um colunista da revista feminina Clímax em crescente fracasso), estão a apresentadora Adriane Galisteu, Juan Alba, Daniel Boaventura, e as quatro integrantes do grupo “O Grelo Falante”.

 

Entre batons e celulites

A história acontece em diversas situações e tem bons motivos para ser um grande filme. Mônica (Suzana Abranches) é uma moça virgem aos 30 anos e tem o sonho de formar uma família. Já Graça (Cláudia Ventura) é uma mineira que larga o noivo no altar para ser empreendedora no ramo do sexo, e cria um acessório, o Ricardo III, para satisfazer todos os desejos das mulheres. Quem investe no casamento é Catarina (Lucília Assis), mesmo sabendo que não tem mais jeito. E, depois de flagrar o marido na cama com outra, Dora (Carmen Frenzel) resolve entrar na justiça contra o marido em busca de uma pensão e acaba tendo um caso com o advogado (Juan Alba), um metrossexual que só pensa nele mesmo e em se cuidar. Pior que a traição, só mesmo sabendo que a danada da mulher não tinha uma celulite para contar a história. “O elenco deste filme é uma pedra preciosa. Esta é uma das vantagens”, garante Lucília.

Para atuar no longa, Adriane Galisteu recebeu o convite diretamente de Eliane e de Diler Trindade, que adorou logo de cara. “Foi a primeira vez que pisei num set de cinema”, comenta Adriane, após dizer que suas experiências como atriz aconteceram no teatro e na televisão. “Com horários difíceis, tive que contar com a paciência da equipe e todo mundo foi muito legal comigo”, garante a atriz. Sua personagem, a Mayara, é uma mulher desesperada para engravidar, casada com o ginecologista Isaac (Daniel Boaventura), que não consegue ter relações sexuais com ela.

Eliana também atua como atriz. Ela é a lésbica Loreta, chefe de redação da revista para qual Murilo trabalha. Sem entender nada de mulher, Murilo (que assina como Cassandra na revista) resolve se mudar para o Edifício Atenas e conhece as moças outras quatro moças e só então começa a entender as cabeças femininas. É a partir daí que a sua coluna vira um sucesso e ele é entrevistado por Hebe Camargo (vivida por ela mesma).

Embora o filme tenha sido rodado no Rio de Janeiro, não existe nenhuma referência que prove o cenário. “Setenta por cento foi filmado em estúdio”, afirma Eliana. As externas foram feitas no bairro do Jardim Botânico (“lembra um pouco o bairro de Pinheiros, com prédio baixos”, diz Eliana), no Shopping Center, no Sex Shop, Cabeleireiro. “Sabe-se que é uma grande capital, mas não há leitura do Rio”, conclui a diretora.

Com um pouco do seriado americano de grande sucesso “Sex and the city”, o filme não foi inspirado nele. Eliana afirma que o roteiro já tinha começado a ser feito antes mesmo de o seriado ir ao ar. Sobre sua personagem gay, Eliana diz que é normal ser gay, assim como é normal não ser. E conclui: “Ser gay é coisa de mulher”, parodiando o nome do longa.

Comentários

É como se diz por aí, "não dá pra julgar o livro pela capa", mas o que eu posso dizer que eu senti do elenco é que o público vai rolar de dar risada, uma vez que "O Grelo Falante" é conhecido como "as cassestas de saia". Nunca vi uma performance da Adriane Galisteu no palco. Paulo Autran, como diretor, disse que ela é ótima. Bom, o resto é esperar pela estréia e ver qual é que é.

Milionário da aviação e do cinema é tema de filme

Piloto de aviões, empresário da aviação e do cinema. Howard Hughes é o tema escolhido pelo diretor Martin Scorsese ("Gangues de Nova York") e por Hollywood para contar a história nas telas do cinema. "O Aviador" chega nesta sexta às salas de todo o país e tem a função de disputar 11 indicações ao Oscar, festa que acontece dia 27 de fevereiro, em Los Angeles.
A indústria do cinema tem apreciado bastante a maneira de transformar em filmes histórias de pessoas bem sucedidas no passado. "Ray", longa-metragem que retrata a vida de Ray Charles, astro da música norte-americana, é um deles (e também está em busca de algumas indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme). No Globo de Ouro, premiação considerada o termômetro do Oscar, "O Aviador" levou o prêmio de Melhor Filme, Melhor Ator na categoria Drama (Leonardo DiCaprio) e Melhor Trilha Sonora (composta por Howard Shore).
O papel principal ficou a cargo de Leonardo DiCaprio e seu personagem vai crescendo no desenrolar da trama. Isso porque as primeiras partes do filme são bastante burocráticas, comentam sobre o épico produzido e dirigido por Hughes da I Guerra Mundial, o "Anjos do Inferno". Mas é a partir deste filme que o então futuro dono da TWA se torna mundialmente conhecido. Em 1935, era o homem mais veloz do mundo, ao pilotar a 565 km/h. Para ele, viver era pura diversão, tudo era possível de se fazer e acontecer.

Colocava mãos à obra, contratava os melhores profissionais e seguia em frente. Não é à toa que teve a seus pés as mulheres mais lindas de Hollywood, como Ava Gardner (Kate Beckinsale) e Katharine Hepburn (Kate Blanchett). E a persistente briga com o presidente da Pan Am, Juan Trippe (Alec Baldwin), que pediu ao senador Owen Brewster (Alan Alda) que criasse uma lei para proibir que a TWA realizasse vôos para a Europa. As cenas dos vôos foram recriadas digitalmente, justamente para aparentar a Hollywood dos anos 1920, 1930 e 1940.
Depois do acidente do qual foi vítima, quando caiu com o avião em Beverly Hills (aliás, uma das melhores cenas), um dos males que lhe acometia e se acentuou ainda mais era o TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), uma doença grave que atinge a muitas pessoas, fazendo-as escravas de suas manias. Em Hughes, por exemplo, a doença fazia com que ele acreditasse que as mãos transmitiam micróbios, e que os germes estavam em toda parte, por isso carregava no bolso da calça o seu próprio sabonete, para efetuar o ritual da lavagem das mãos (muitas cenas desse aspecto lembram o filme "Melhor Impossível", com Jack Nicholson).
A doença o trancou em sua casa, deixando-o com a barba grande e os cabelos ensebados; ele urinava nas garrafas de leite - a sua única bebida (sempre pedia nos restaurantes que os garçons não abrissem o lacre). Além de lavar as mãos, Hughes repetia frases insistentemente, como a que ele finalizou: "The way of future, the way of future, the way of future". Com três horas de duração, o filme é bom, mas não o melhor.

Comentários

Gostei bastante do filme, mas ele demora pra empolgar. No começo é bastante burocrático mesmo, mas depois o personagem de Leo DiCaprio cresce ele dá show de interpretação, principalmente do meio pro final, quando a doença já o domina. Não acredito, porém, que ele leve o prêmio de Melhor Ator. Em todo caso, a Academia adora contrariar os críticos e partir para o tradicional lobby das distribuidoras.

 

Eu já havia escrito aqui sobre a exposição “Chico Buarque: o tempo e o artista” que acontece no Sesc Pinheiros, em São Paulo. Embora já tivesse ido quando estava no Rio de Janeiro, ainda não havia conferido a programação paulistana. Com curadoria de Zeca Buarque Ferreira, sobrinho do cantor, a mostra reúne elementos que fizeram parte da carreira do artista, mas sem ser definitiva.

Diferentemente da mostra carioca, esta foi dividida em duas partes: Lado A e Lado B, de maneira que a infância do cantor está exposta no térreo do belíssimo prédio da rua Paes Leme, e a idade adulta está no terceiro andar. O inédito fica por conta do título de cidadão paulistano que Chico recebera em 1967, e seu discurso está impresso na parede do andar inferior.

Durante todo o percurso, é possível admirar fotos da sua infância, cartas de amigos e influências do samba de Ismael Silva, Noel Rosa, Edu Loboe. O manuscrito da letra da música “A Banda”, canção vencedora de um dos vestivais dos anos 60, está lá. Os vídeos, aliás, são um caso à parte. Há duas salas de exibição de imagens gentilmente cedidas por emissoras que têm em seus arquivos o melhor da época. São apresentações de 10 ou 15 minutos, com entrevistas, ensaios, depoimentos de amigos e o melhor: Chico Buarque de Hollanda cantando o melhor da música popular brasileira.

 

Além do futebol, sua grande paixão, estão expostos os seus livros: “Estorvo”, “Benjamin” (que virou filme em 2003) e “Budapeste”. Também há a parte multimídia, com discografia completa para o visitante ouvir e acompanhar as letras das canções.

 

A entrada gratuita e pode ser visitada até 13 de março, de terça a sexta, das 13h30 às 21h30; sábado, domingo e feriado, das 10h30 às 18h30. O Sesc Pinheiros fica na rua Paes Leme, 195. Informações: 3095-9400.

Do racismo ao sucesso

A história da vida de Ray Charles chega aos cinemas do País nesta sexta, 4. Tanto as coisas boas (a luta contra a segregação racial, a brilhante música), quanto as ruins (a traição à esposa, as drogas) estão lá em "Ray". Tudo está escancarado para quem quiser apreciar, conhecer, admirar, mas, sobretudo, se emocionar com a história que o diretor Taylor Hackford ("O Advogado do Diabo") passou 15 anos para escrever ao lado do astro norte-americano, antes de ele falecer em junho do ano passado.
Quem interpreta o papel principal é Jaime Foxx, um ator que teve seu reconhecimento tardio, mas que incorporou a figura do músico muito bem. O papel, aliás, lhe foi entregue praticamente das mãos do homenageado. Na disputa pelo Oscar de Melhor Ator, Foxx também é indicado como Melhor Ator Coadjuvante por "Colateral", longa estrelado por Tom Cruise.
Para aprender como vive um cego, Jamie Foxx passou 12 horas com os olhos vendados durante os ensaios. Uma das qualidades de Foxx que facilitou a escolha de quem viveria Ray Charles no cinema é o fato de ele também ter começado a tocar piano aos três anos.
Para contar a história toda, foram usadas 40 canções diferentes. O supervisor musical Curt Sobel teve livre acesso ao material gravado por Ray Charles. Embora Sobel acredite que Foxx tivesse talento para recriar a voz do músico, o ator fez apenas a sincronia labial para encaixar a voz original por cima. Algumas cenas, aliás, podem ser o ponto fraco do longa, uma vez que é possível assimilar a dublagem.
Situado entre as décadas de 50, 60 e 70, o filme retrata os típicos problemas da época, como o forte racismo que existia no Estado da Geórgia. Quando recusa uma apresentação em virtude da segregação racial, Ray Charles dá o pontapé inicial na luta contra o preconceito.
 
Vida passada a limpo
A começar por sua infância pobre no interior da Flórida, o longa-metragem é focado principalmente em sua mãe, nas lições que ela lhe ensinou desde que nasceu, passando pelo momento em que ficou cego, aos sete anos, até mandá-lo para a escola especializada em deficientes visuais. "Lá eles vão lhe ensinar o que eu já não posso mais", diz a mãe Aretha Robinson (Sharon Warren). Outra lição que ela lhe deu é sobre nunca permitir que o tratem como um aleijado pelo fato de ser cego.
Um dos momentos mais chocantes e emocionantes da trama é quando Ray assiste ao irmão caçula, George, se afogar em uma bacia e falecer. Por muito tempo em sua vida ele se lembrou do menino, principalmente durante as "viagens" feitas a convite da heroína.


Quando aprendeu a tocar piano, Ray seguiu para Seattle, como forma de se aprimorar como jazzista. Sofreu nas mãos de atravessadores que queriam se dar bem às suas custas, conheceu de perto as drogas e o mal que elas podem fazer, como encaminhá-lo para a prisão e para uma clínica de reabilitação, mas também foi descoberto pela Atlantic Records, momento em que teve reconhecimento mundial. O filme também fala do seu amor por Della Bea (Kerry Washington), sua esposa, e com quem teve dois filhos.
O diretor lembra que Charles uma vez lhe disse: "Pode contar a história que quiser e pode me fazer parecer como quiser, mas não deixarei que não contem a verdade, porque isso não seria certo".


Ray Charles foi uma das poucas pessoas que conseguiram reunir em seu trabalho jazz, blues, soul, rock and roll, gospel e música country, e conquistar uma legião de fãs no mundo inteiro. Só no Brasil ele esteve sete vezes, sendo a última em setembro de 1995. Três meses antes, se apresentou para 150 mil pessoas em um show gratuito no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Em sua carreira, conquistou 12 Grammy (o Oscar da música), principalmente por conta das canções "Hit the Road Jack", "I Cant Stop Loving You" e "Busted". Agora, com o filme, Ray Charles teria tudo para colecionar pelo menos um dos gêneros cinematográficos na festa que acontece dia 27 de fevereiro em Hollywood, já que disputa em seis categorias: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Diretor, Melhor Figurino, Melhor Edição e Melhor Mixagem de Som.

Comentários

Jamie Foxx está realmente bem no filme. Na minha opinião, tem tudo pra levar o Oscar de Melhor Ator pra casa. A história é longa, e tenho ouvido críticos dizerem que a história é piegas. Ora, mas é a vida do cara. E creio que o diretor conseguiu contá-la bem, principalmente encaixando as músicas do cantor. Agora resta saber, dia 27 de fevereiro, se Hollywood vai achar o mesmo.

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