Os alienígenas estão de volta!

 

Eles já trabalharam juntos antes, em “Minority Report - A Nova Lei”. Porém, quando isso acontece, é sempre uma expectativa. Depois de tanto suspense, veio à luz o novo filme de Steven Spilberg estrelado por Tom Cruise. “Guerra dos Mundos” (“War of the Worlds”) finalmente chegou às telas do planeta na quarta-feira, dia 29 de junho.

 

 

Na trama, Cruise é Ray Ferrier, um cara divorciado que trabalha manobrando contêiner e tem dois filhos. Não chega a ser um pai exemplar, já que não sabe como lidar com o adolescente Robbie (Justin Chatwin) e com a pequena Rachel (Dakota Fanning) durante a visita de fim de semana. E é depois que Robbie pega o carro do pai sem pedir e sem ter licença para dirigir, que começa um festival de raios no céu (a cena de pai e filha embaixo da mesa é patética. E sim, dois raios podem cair no mesmo lugar, a despeito do que diz o personagem do galã).

Por conta da tempestade, tudo na cidade pára de funcionar: telefone, energia elétrica, relógio de pulso, carro. Robbie volta a pé e diz que contou 26 raios. Mas é a partir de então que a verdadeira história começa, quando o chão começa a tremer e uma estranha máquina surge do solo. Um exército de criaturas de três pernas aparece e assusta toda Nova York (sempre ela é a escolhida pelos terroristas!). Os Tripods começam a incinerar tudo o que vêem pela frente, sem dar chance de abrigo.

Ogilvy (Tim Robbins) oferece refúgio em seu porão para que pai e filha possam se esconder, enquanto Robbie, num ataque de coragem, vai ajudar o exército americano a liquidar os invasores.

 

 

Embora seja a mais nova, Rachel é a mais sensata de todos os personagens. Em sua participação rápida e marcante, Tim Robbins surta e acha que pode encarar os alienígenas sozinho e salvar a América do extermínio.

Baseado na história de H. G. Wells, livro escrito em 1898, o longa-metragem não tem seres do outro mundo do bem, como era “ET”, do mesmo Spilberg. Mas também não tem a pretensão de consagrar os Estados Unidos como uma potência mundial, tal como foi mostrado em “Independence Day”, antes de 11 de Setembro. Os extraterrestres aqui são seres pegajosos e continuam com os dedos cumpridos (lembra da luz que saía do dedo de ET?).

Quem quer ver um longa de Spilberg por conta dos efeitos especiais não vai se decepcionar, eles estão todos lá: voam carros, ônibus, caminhões. Há naves espaciais, muito barulho e a trilha sonora do sempre parceiro John Williams.

 

Comentários

O filme não chega a ser tosco, mas bom também não é. Não chega a ser emocionante como "ET", mas também não é bairrista como "Independence Day". Se o Tom Cruise tá bonito? Sim, o galã continua lindo, e mais ainda naquele mesmo visual de "Top Gun": jaqueta de couro com calça jeans.

Uma aventura animal!

 

Eles cumprem a rotina à risca. Se apresentam para os visitantes, se alimentam nos horários corretos, e são felizes em grupo. Quer dizer, quase todos. Em “Madagascar”, longa-metragem de animação da DreamWorks que estréia nesta sexta-feira, dia 24 de junho, Marty, a zebra, um dos animais do jardim zoológico do Central Park de Nova York, resolve quebrar de vez o dia-a-dia e sai em busca de uma noite excitante.

 

 

A idéia, porém, surge a partir dos pingüins, uns serem engraçadinhos e com hierarquia definida na figura de um líder, que resolvem cavar o solo do zôo em direção à Antártica. O plano dá certo, mas influencia o inocente e alegre Marty, que acaba de completar dez anos de idade, a metade da sua vida.

Os personagens têm a personalidade bastante definida, como Melman, a girafa, que é maníaca e completamente hipocondríaca e medrosa; Alex, o leão e símbolo do parque, é vaidoso e preocupado com a fama e se as pessoas estão gostando de sua performance, ou se está preparado visualmente para enfrentar mais um dia de trabalho; Glória, a hipopótama (com voz de Heloísa Périssé na versão dublada, que também fez adaptação do roteiro), dá sempre uma de mãezona, aquela que quer resolver os problemas de todos da melhor forma possível e coloca ordem na bagunça.

 

 

Marty, então, sai escondido no meio da noite do seu aniversário para conhecer a “natureza”, e os seus amigos seguem atrás, preocupados. Todo mundo se encontra na estação de trem e é a partir daí que a diversão começa, porque os animais são mandados para a África e eles são obrigados a se virar para sobreviver, já que, para o leão, não há os deliciosos bifes à disposição e em horário marcado. Um verdadeiro desafio de sobrevivência.

 

 

O longa é engraçado do começo ao fim, e a versão dublada é repleta de gírias que são usadas no dia-a-dia (um pouco forçado, porém). A selva, da maneira como é retratada, teve o seu visual inspirado em parte nas pinturas do francês Henri Rousseau.

Dirigido por Eric Darnell e Tom Mcgrath, com música de Hans Zimmer, também constam cenários inspirados em fatos reais, além do zoológico, como a estação de trem Grand Central Station, a 5ª Avenida, o Times Square e o complexo de prédios comerciais Rockefeller Center.

Tanto a Disney/Pixar quanto a DreamWorks entenderam que longas de animação têm tudo para levar aos cinemas adultos e crianças, principalmente quando a trama é cercada de animais divertidos (veja o exemplo de “Procurando Nemo”, “O Espanta Tubarões”, “O Rei Leão”, entre tantos outros títulos). A diversão é garantida para toda a família, se bem que se o foco do filme fosse os pingüins, poderia render uma outra história com mais fôlego e bem mais engraçada. Quem sabe os produtores não dêem conta disso.

 

Comentários

Eu não tenho dúvida que o longa é bom. Me diverti pra caramba, ri até dizer chega, e tenho certeza que as crianças vão gostar também. Só acho que a história teria mais fôlego se fosse focada nos pinguins, esses sim são hilários. Quanto à dublagem de Heloísa Périssé eu não curti muito não, é cheio de "caraca", "vaza", sei lá eu o quê.

O Cavaleiro das Trevas em suas origens

 

A onda agora é contar como nascem os super-heróis e os homens maus. Depois de "Star Wars" mostrar como o temido Darth Vader passou de Jedi para o lado sombrio da força, de a série "Smallville" falar como Superman usa seus superpoderes para salvar o mundo, além de muitos outros, agora a Warner Bros. traz para as telas a história de como Batman se tornou este super-herói em defesa de Gothan City. "Batman Begins", longa-metragem que tem estréia mundial (350 salas no Brasil – três delas no Tamboré) sexta, 17, traz à luz as histórias desse menino de família rica, criado pelo mordomo, e que tem sede de justiça, mesmo que ela seja feita pelas próprias mãos.

 

 

Filmado em Chicago, Islândia e Londres, o longa é dirigido por Christopher Nolan ("Insônia"), que não explora os vôos do morcego, nem aplica muitos efeitos especiais (se bem que há uma revoada de morcegos...). A iluminação sombria, juntamente com trilha sonora de composta por Hans Zimmer e James Newton, dão um ótimo resultado, principalmente nas cenas de luta sobre o gelo, garantindo uma boa Direção de Arte.

 

 

Estrelada por Christian Bale, que faz Bruce Wayne e Batman, a película conta desde quando os seus pais foram assassinados, até o momento em que Coringa, que se tornaria seu eterno rival, chega para combater as ações do homem-morcego que preza pelo bem.

Com o intuito de requerer justiça, Bruce viaja o mundo, passa por montanhas geladas e aprende com Ducar (Liam Neeson) e Ra's al Ghul (Ken Watanabe) a lutar. Como Ducar diz, "para manipular o medo das pessoas é preciso manipular o seu". Quando retorna à cidade, Bruce percebe que tem muito a fazer, e mais ainda quando assiste à sua amiga de infância Rachel (Katie Holmes) ser ameaçada pelos subornadores da cidade, que colocam a polícia contra as pessoas de bem.

Bale é bom tanto como Bruce quanto como Batman, talvez o melhor até hoje, tendo em vista os quatro primeiros longas estrelados respectivamente por Michael Keaton ("Batman" e "Batman: O Retorno"), Val Kilmer ("Batman Eternamente") e George Clooney ("Batman & Robin").

Impagável mesmo é Michael Cane, que faz o mordomo Alfred, com seu sotaque extremamente britânico e com o seu toque de humor. Alfred, aliás, é o confidente e que tudo sabe sobre as aventuras do menino que cresceu com necessidade de acabar com as desigualdades, já que se sente culpado pela morte dos pais. E é dele a principal lição, quando repete diversas vezes: "caímos para aprendermos a nos levantar". Lição aprendida também pelos produtores, após o fracasso de "Batman & Robin" há oito anos.

Outro ator de peso da trama é Morgan Freeman, vencedor do Oscar como Melhor Ator Coadjuvante, em "Menina de Ouro". Em "Batman Begins" ele é Lucius Fox, outro aliado e que trabalha na divisão de Ciências Aplicadas da Wayne Enterprises e responsável pelo Batmóvel, pela roupa a prova de balas, por todos os apetrechos que ele precisa nas missões e pelos antídotos dos venenos espalhados por toda a cidade.

Para os fãs de Batman que esperam um filme para se divertir é um prato cheio. Principalmente porque, além de descobrir toda a história que antecede as benfeitorias e defesas realizadas em Gothan City, os espectadores podem sentir o gosto de ver o Cavaleiro das Trevas em ação, depois de um longo tempo longe das telas.

 

Comentários

No melhor estilo super-herói, "Batman Begins" supera qualquer expectativa e vem a pergunta: por que Batman não foi feito assim? Uma ótima questão a ser solucionada por "Homem-Aranha" em seu terceiro filme.

Ação, aventura e amor em

 

Imagine se você descobrir, cinco ou seis anos depois de casado, que a sua esposa (ou o seu marido) é o seu principal concorrente em seu trabalho secreto. “Sr. & Sra. Smith (“Mr. & Mrs. Smith”), longa-metragem que estréia dia 10 nos cinemas, conta exatamente a história de um casal que trabalham em organizações rivais e são pagos para matar por encomenda e, mais tarde, um ao outro.

 

 

O filme, que traz o casal Jane (Angelina Jolie) e John Smith (Brad Pitt), não é uma comédia romântica com o novo casal de Hollywood, mas também não chega a ser pesado, cheio de sangue como os filmes de ação que Pitt estava acostumado a estrelar, como “Clube da Luta, “Seven”, “Tróia”, entre outros. A mistura é boa, na medida em que não entedia quem gosta de movimento, armas poderosas e equipamentos de última geração durante as trocas de tiros, tampouco faz os românticos fecharem os olhos nas cenas violentas (se é que pode-se classificar deste modo).

A trilha sonora, composta por John Powell (que participou da trilha de “Shrek”), é sincronizada com os movimentos, mas sem ficar piegas. Forçadas mesmo são as cenas de tiros entre o casal 20, já que os melhores atiradores da América se enfrentam e não conseguem acertar o alvo quando se trata deles mesmos.

 

Frios até o limite

O longa começa engraçadinho, quando os dois estão sentados em um consultório para uma típica terapia para casais. Lá eles contam ao profissional qual a nota que dão para o relacionamento atual, como é o sexo entre os dois e como se conheceram há cinco ou seis anos ou seja lá quanto tempo for.

 

 

Disfarçada e mentirosa o tempo todo dentro de casa, Angelina dá conta do recado tanto como uma boa atiradora como uma esposa exemplar, que explora a sensualidade sem ser vulgar (lição de casa fácil para a moça) e mostra que no fogão, bem, ela não pode ser boa em tudo. Já o galã Brad Pitt, que dispensa apresentações, consegue o equilíbrio entre o cômico e o profissional frio que mata por encomenda.

Dirigido por Doug Liman (“A Identidade Bourne”), a película é uma superprodução mas talvez renda bastante bilheteria por conta das estrelas, não exatamente pela ação. O blockbuster, na verdade, pode ser também que funcione com sua lição de moral no final como um tempero para acertar os ponteiros com a namorada (ou namorado) neste dia 12 de junho.

não, não abandonei o blog

Não, não abandonei este blog. É que eu estava atrapalhada com fechamentos, dead lines etc., e não tive tempo de ir ao cinema. Brincadeira. Assisti a alguns filmes e vou falar brevemente sobre cada um deles.

Por exemplo, este que abre a página eu vi hoje mesmo (estréia dia 29 de julho), "Sin City", um longa-metragem que saiu dos quadrinhos de Frank Miller (aliás ele é um dos diretores desta piromba). Ah, sim, não posso fazer comentários sobre a película (embora já o tenha feito de passagem), apenas quando estiver mais próximo ao lançamento.

Outro que eu assisti foi ao vídeo de "A lenda do tesouro perdido". É estrelado por Nicholas Cage e mais parece um Indiana Jones do século XXI do que outra coisa. A animação "Robôs", uma aposta da Folx Film no gênero garante boas risadas, e não só para as crianças.

Mas tem mais vindo por aí. Só em junho estréiam: "Mr. and Mrs. Smith" (dia 10), com Brad Pitt e Angelina Jolie; "Batman Begins" (dia 17); "Madagascar" (dia 24), a animação da Dreamwork, os mesmos criadores de "Shrek" e "O Espanta Tubarões"; e finalmente a estréia mundial "Guerra dos Mundos" (dia 29), com Tom Cruise e dirigido por Steven Spilberg.

Amanhã eu vou assistir ao Batman e dia 10 eu volto com o lançamento da Fox!

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