As mulheres são tema de filme

Sempre que é lançada nos cinemas uma produção nacional, os espectadores olham com desconfiança e receio sobre a história que vem pela frente. Não é à toa. Até a década de 80 mais ou menos, criou-se um esteriótipo que filme brasileiro é sinônimo de mulher nua e palavrão. O cenário começou a se modificar em 1995, quando Carla Camurati lançou “Carlota Joaquina - Princesa do Brasil”. Na seqüência vieram outros, como “Central do Brasil” (1998), indicado ao Oscar, “Cidade de Deus”, em 2002, e mais recentemente “Dois Filhos de Francisco – A História de Zezé di Camargo & Luciano” (2005) – quem diria, que deixou a pieguice de lado e contou a história de brasileiros na telona -, e que deve ser a maior bilheteria este ano.

Nesta sexta-feira, dia 2, estréia “Coisa de Mulher”, a primeira produção do SBT Filmes em parceria com Diler & Associados e com distribuição da Warner Bros. O longa-metragem foi escrito pelo grupo “O Grelo Falante”, composto por quatro mulheres que são conhecidas (ou gostariam de ser) como as "Cassetas de saia", uma alusão aos componentes do “Casseta e Planeta”, programa exibido pela Rede Globo.

 

 

O longa-metragem, dirigido por Eliana Fonseca (“Eliana em O Segredo dos Golfinhos”), está longe de ser inteligente ou de retratar de fato o universo feminino. A trama gira em torno de cinco mulheres e cada uma tem uma característica caricata: Catarina (Lucília de Assis), cansada do casamento; Mônica (Suzana Abranches), a pudica que sonha em casar virgem; Dora (Carmen Frenzel), a recém-separada, aberta a novas experiências; Graça (Claudia Ventura), que larga o noivo no altar e quer vencer profissionalmente; e Mayara (Adriane Galisteu), a que quer ser mãe a qualquer custo. Sempre prontas para discutir algum tema, Murilo (Evandro Mesquita), escritor fracassado que mantém uma coluna na revista feminina Clímax sob o pseudônimo de Cassandra, vê naquelas mulheres uma fonte inesgotável de inspiração para as suas matérias.

O roteiro se prendeu a apenas um lado das mulheres, como o amor e a transa, e deixou de escanteio algumas coisas mais importantes. Estereotipada como uma máquina de fazer sexo, a mulher é muito mais do que aquela contada no filme. Aliás, nem a executiva que sai para trabalhar e volta para cuidar dos filhos foi mencionada. Outro problema é o fato de as cinco amigas serem covardemente traíras umas com as outras quando de trata de sexo.

A personagem Graça protagoniza cenas bizarras quando cria um boneco capaz de oferecer prazer sexual. A situação com certeza vai deixar muita gente embaraçada. Não se trata de ser pudico, mas de saber dosar o momento de falar de sexo e o de cair no ridículo.

 

 

A diretora Eliana Fonseca também participa como atriz no longa. Ela faz o papel de Loreta, a editora da revista Clímax. O estereótipo de lésbica que ela quis mostrar é forçado demais. Adriane Galisteu, em sua estréia no cinema, também é um tanto forçada, como quando deixa as lágrimas rolarem quando em TPM. Já Evandro Mesquita, que também colaborou com o roteiro, se mostra bem à vontade e faz rir quando ele se transforma em Cassandra e depois vai ao programa de Hebe Camargo (que faz participação especial no longa). Outro personagem caricato é o advogado de Dora (Juan Alba), um metrossexual e depila o corpo todo. No streap tease que ele faz para a sua cliente, o diálogo é completamente tosco e ela sai correndo.

Algumas piadas ainda se salvam e “O Grelo Falante” mostra que pode fazer rir. O ideal, porém, seria diversificar um pouco mais a comédia de modo a fazer as pessoas rirem de situações cotidianas, que não apenas aquelas relacionadas ao sexo. Insistentes também são os trocadilhos, presentes em quase todas as cenas protagonizadas pelas meninas do “Grelo”.

Se vale a sessão da tarde? Sempre quando não se tem algo melhor pra fazer, mas em questão de cinema nacional, o Brasil ainda precisa aprender um pouco mais.

Quando a internet é fonte para o amor

“Existe vida após o divórcio, sabia?”, diz Bill (Christopher Plummer), pai da moça para quem a família procura um novo amor. Em tempos quando o melhor mesmo é resolver tudo pela internet, como pagar contas, fazer compras e se comunicar, até a alma gêmea poder ser encontrada lá (por que não?). O tema já foi explorado em 1998 no filme “Mensagem para Você” (“You've Got Mail”), de Nora Ephron, cuja trama gira ao redor dos personagens vividos por Meg Ryan e Tom Hanks (inimigos e concorrentes profissionais). Os dois trocam e-mails e se envolvem virtualmente em um romance.

Desta vez, “Procura-se um Amor – Que Goste de Cachorros” (“Must Love Dogs”), longa-metragem que estréia nos cinemas nesta sexta-feira, 26 de agosto, tem o foco em relacionamentos virtuais, mais precisamente em sites como parperfeito.com, cuja intenção é mostrar pessoas que estejam interessadas em encontrar as suas respectivas caras-metades.

 

 

Com direção, produção e roteiro de Gary David Goldberg (“Meu Pai, uma Lição de Vida”), o longa é baseado no romance de Claire Cook e mostra a saga de Sarah Nolan (Diane Lane), uma recém-divorciada de trinta e poucos anos que está em busca de um novo amor. As suas duas irmãs Carol (Elizabeth Perkins) e Christine (Ali Hillis) inscrevem o seu perfil no site de relacionamento, destacando que é preciso gostar de cachorros, e esperam por contatos de homens interessados em conhecê-la.

 

 

Depois de alguns encontros frustrados, ela conhece no parque da cidade Jake Anderson (John Cusak), um construtor de barcos de madeira que tem mania de avaliar romances com base em Dr. Jivago. Professora primária, Sarah aproveita também para dar algumas investidas em Bob Connor (Dermot Mulroney), pai de um de seus alunos. O que ela não contava é que sua assistente também estaria interessada em conhecer o moço.

Com cenas hilariantes, como a busca pela camisinha protagonizada pelo sempre bem humorado Cusak (lembre-se dele como Rob, em “Alta Fidelidade”), a película afirma que é preciso ter um amor para ter uma vida feliz. A trilha sonora ajuda ainda mais neste ponto, quando insere canções tristes e lentas em cenas que Sarah está em casa cozinhando frango para ela mesma.

Lições práticas também são fornecidas ao espectador quando, na abertura e no fechamento do filme, atores relatam formas de reconhecer um solteiro no supermercado. A seção de congelados, por exemplo, é típica para freqüentadores que moram sozinhos.

 

 

A melhor mesmo é Madre Teresa, a cadela da raça Newfoundland que tem a cara meiga e acha que não pode nadar. Ao final da exibição, um aviso alerta que nenhum cachorro foi maltratado pela produção. Assim a gente espera.

Por amor e pela liberdade

No final de semana assisti ao filme “O Clã das Adagas Voadoras” (“Shi Mian Mai Fu”), uma produção chinesa de 2004. O longa-metragem é dirigido por Zhang Yimou (“Herói”) e é muito bem feito, ao contrário do que se possa imaginar de produções não-americanas. Aliás, esta é uma coisa que precisa acabar, haja vista as produções brasileiras também.

A história se passa no ano de 859, quando a China passa por terríveis conflitos. A dinastia Tang, antes próspera, está decadente. Corrupto, o governo é incapaz de lutar contra os grupos rebeldes. O mais poderoso e prestigiado deles é o Clã das Adagas Voadores. Leo (Andy Lau) e Jin (Takeshi Kaneshiro), dois soldados do exército oficial, recebem a missão de capturar o misterioso líder do Clã e imaginam um plano: Jin se disfarça como um combatente solitário, ganha a confiança da bela revolucionária cega Mei (Zhang Ziyi) e, assim, infiltra-se no grupo.

 

 

Se a trama começa com fundamento político, ao final percebe-se que ela muda o rumo e passa a falar de amor. Com cenas bem dirigidas e com locações mais bonitas ainda, o longa recebeu indicação ao Oscar de Melhor Fotografia.

Vale destacar algumas cenas, como a feita no campo das árvores, quando a revolucionária é procurada pelos guardas do governo. A dança feita logo no começo da película, na Casa dos Prazeres, também é sensacional.

Os filhos que são um sucesso

A vida de uma das duplas sertanejas mais famosas do Brasil é o mote do filme “2 Filhos de Francisco - A História de Zezé di Camargo & Luciano”, que estréia nesta sexta, 19. O foco da trama é o sonho do pai, Francisco Camargo, que acredita no potencial dos filhos como cantores. Com direção do estreante Breno Silveira (ele foi diretor de fotografia de “Eu Tu Eles”), as filmagens tiveram duração de oito semanas, sendo as locações Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás.

 

 

Ângelo Antonio, em sua melhor atuação, é Francisco, um pai de família corajoso e batalhador que acredita que os filhos serão um sucesso. Por querer muito ouvir o rádio de pilha, ele instala uma antena no telhado de casa, no interior de Goiás, para que em seu tempo livre possa ouvir as suas canções caipiras preferidas.

A história começa a ser contada em 1962. Expulsos da casa onde moram pelo pai de sua esposa (Lima Duarte em uma rápida e marcante aparição), Francisco, Helena (Dira Paes) e as crianças seguem para Goiânia, capital do estado. É lá que a dupla mirim Camargo e Camarguinho (Dablio Moreira como Mirosmar e Marco Henrique como Emival) ganha o seu primeiro troco como cantores sertanejos e conhece o empresário Miranda (José Dumond), que os leva em turnê pela região. Em um trágico acontecimento, a história muda o curso.

 

 

Durante toda a carreira é perceptível o incentivo do pai para que a trajetória seja calcada em sucesso, perseverança e bastante treino de modo que o aperfeiçoamento dos músicos seja suficientemente bom para emplacar nas paradas de sucesso. Então, Zezé (que trocou o nome Mirosmar e agora vivido por Márcio Kieling) começa a cantar sozinho, grava o seu primeiro disco em São Paulo e é na metrópole que inicia a dupla com Luciano (Thiago Mendonça), que aparece no final, como um garoto que engravidou a namorada e pede emprego como segunda voz. É também nesta época que Zezé conhece Zilu (Paloma Duarte), a moça que sempre esteve ao seu lado, inclusive enquanto ele ainda não vendia discos e ela o ajudava financeiramente vendendo mercadorias.

Ao contrário do que se imagina, os cantores apenas aparecem em poucas cenas do longa-metragem e as canções com aquelas vozes agudas são poucas, principalmente no início do filme. Os fãs podem reclamar um pouco, mas a opção (arriscada) foi acertada, principalmente porque se trata de um bom elenco.

O roteiro se perde um pouco do meio pro final, quando é preciso mudar a história e contar aquilo que acompanhamos de fato, e quando Zezé começa a crescer e a se apresentar em shows.

O final a gente já sabe: basta conferir na vida real. Mas quem não faz idéia, o longa conta que a dupla já vendeu 20 milhões de discos e mostra um show no Olympia, em São Paulo, filmado neste ano com milhares de pessoas cantando “É o Amor”, a música que tirou a dupla do anonimato. Foi esta a canção que começou a tocar na rádio local e é aí que aparece uma das cenas mais engraçadas do longa: as pessoas ligando para pedir a música favorita.

O filme contou com orçamento de R$ 5,9 milhões e a trilha sonora leva assinatura de Zezé di Camargo e Caetano Veloso. Com boas canções, duro mesmo é agüentar os fãs fazendo coro durante toda a sessão de cinema. No final das contas, deixando o preconceito de lado, percebemos que se trata da história de brasileiros que saem do interior do País para ganhar a vida na cidade grande.

A parente que vem de brinde!

"A Sogra” (“Monster-in-Law”), longa-metragem que estréia nos cinemas nesta sexta-feira, 12, pode até ter o tema central manjado e já ter sido explorado em filmes, seriados, novelas, peças de teatro, livros, enfim, em qualquer e toda sorte de manifestação artística. Mas o que faz do novo longa diferente é a volta da atriz Jane Fonda aos cinemas após 15 anos de afastamento. E que volta!

 

 

Jane é Viola Fields, a sogra megera que foi demitida de seu programa de televisão para ser substituída por uma moça muitos anos mais jovem. Após sair de uma clínica de recuperação devido ao estresse (e à doideira), Viola precisa ter um novo projeto para seguir a vida. Eis que ela descobre que o mote agora é infernizar a vida da nora Charlie (Jennifer Lopez).

 

 

Isso porque o filho Kevin (Michael Vartan), um médico cirurgião bem-sucedido, pede Charlie, uma moça que faz trabalhos temporários (como passear com cachorros, serviços de bufê), em casamento. O que Viola não contava, porém, é que a nora descobre suas intenções de separá-la do noivo, dá a volta por cima e muda o jogo.

 

 

Embora Jane Fonda dê sustentação o tempo todo para a trama, Jennifer Lopez bem que tenta ser natural, mas não consegue. O mesmo acontece com Michael Vartan. Quem dá o toque de humor e se destaca é Ruby (Wanda Sykes), a impagável assistente de Viola, que com suas piadas pertinentes faz a platéia cair no riso.

Dirigido por Robert Luketic (“Legalmente Loira”), o filme é ao mesmo tempo bobo e engraçado, até porque sogras, de um modo geral, se esquecem que seus filhos já cresceram e acabam pegando no pé para não deixar seus filhos em paz. Quando se trata da mãe do homem, então, é um pouco pior, mas este lado Freud explica.

Em tempo: durante pré-estréia no Cinemark Tamboré, na noite de sábado, 6, os espectadores começaram a assistir ao filme desfocado, com legendas cortando no pé da tela. Após reclamações, houve enquadramento e a seção foi recomeçada alguns minutos depois.

 

Sexo, sangue e escuridão

É comum a indústria cinematográfica produzir filmes cujas histórias são extraídas de livros e quadrinhos. “Sin City – a cidade do pecado”, longa-metragem que estréia nos cinemas dia 29 de julho, é um desses. Mais precisamente inspirado nas histórias de Frank Miller, um “Às” das revistinhas e autor de histórias como “300 de Esparta”, “Batman”, “Demolidor”, “Elektra Assassina”, entre outros.

Como é sua característica, a história foi para a telona também em preto e branco (como os filmes Noir dos anos 40) e só ganha cor quando aparece sangue (prepare o seu estômago para ver bastante este elemento) e também quando as mulheres perfeitas são retratadas como deusas com seus cabelos loiros sedosos, olhos verdes brilhantes e batons vermelhos sensuais. A gosma amarela do vilão Junior (Nick Stahl) também é vibrante, mais que hepática.

 

 

O longa é violento demais, pesado demais e fantasioso demais. Marv (Mickey Rourke) é o típico boneco dos gibis, com sua cara quadrada, fala grossa, porém com voz rouca. Com o intuito de honrar uma paixão roubada, já que Goldie (Jaime King) foi assassinada, e ele fará qualquer coisa para se vingar.

Bruce Willis, o eterno Duro de Matar, também faz parte do elenco como o policial John Hartigan que procura a justiça e vai a favor da lei, principalmente quando se trata de Nancy (Jessica Alba), uma garotinha de 11 anos que ele salvou e depois que foi libertado, oito anos mais tarde, a reencontra, mas agora adulta e mais mulher do que nunca com seu trabalho de stripper na cidade perigosa.

Quem manda, na verdade, não é a máfia ou os policiais. As prostitutas, sempre sexy, vestindo meias arrastão, fio dental e com olhos pintados sempre com lápis preto, tomam conta e defendem o local como se fossem seus.

Além de Frank Miller, o longa é dirigido por Robert Rodriguez, com participação especial de Quentin Tarantino. Os diálogos, aliás, são sempre curtos, e na maior parte do tempo há narradores em primeira pessoa. Cada hora um, já que o filme é formado por três contos. Todos, porém, têm o foco em corruptos, pessoas ávidas por poder e também daqueles que confrontam para ter seus valores morais preservados e garantidos. Aqui não há super-heróis; há muita violência, garotas em busca de sexo em troca de dinheiro e a escuridão da noite.

A película tem cara de desenho, mas como as histórias só acabam quando terminam, é preciso ficar duas horas enterrado na poltrona esperando que o bem vença. Porém, apenas se você tiver vontade, porque melhor mesmo é ler os gibis e deixar a sua imaginação tomar conta.

 

Comentários

Eu não gostei de "Sin City", sinceramente. Acho que cada arte tem a sua linguagem própria, por isso HQ e cinema não se misturam. Aliás, levar os quadrinhos para o cinema pode render um bom roteiro, agora levar o modo como é feito, filmado e construído aí é outra história.

A hora e a vez dos clones

Em julho de 2019, Lincoln Six-Echo (Ewan Mc Gregor) está há três anos em uma fortaleza porque presume que apenas algumas pessoas sobreviveram a um desastre ecológico que acabou com a vida na Terra. Seu objetivo? Ser sorteado entre milhares de pessoas e ir para a ilha, um lugar paradisíaco que poucas pessoas podem se dar ao luxo de se dirigir.

"A Ilha" ("The Island"), longa-metragem de Michael Bay ("Armagedon") que estréia nos cinemas nesta sexta-feira, 5, parece muito mais uma história de sobrevivência e ficção científica do que realmente é. Na verdade, a história se inverte a partir de um pouco antes da metade e começa a fazer uma crítica sobre clonagem, sobre o uso da tecnologia na fabricação de seres humanos. Ora, em favor da ciência vale tudo, inclusive matar outros seres humanos? A discussão poderia ir muito além, mas Bay preferiu seguir o rumo das vítimas e contar a sua história do ponto de vista daqueles que são fabricados por patrões poderosos e que visam à grana com o intuito de salvar outras vidas (e gerar milhões de dólares de lucro).

 

 

A inversão se inicia quando Lincoln encontra uma borboleta e começa a observar sobre a possibilidade de a vida lá fora não ter terminado. Quando sua melhor amiga Jordan Two-Delta (Scarlett Johansson) é sorteada, Lincoln resolve salvá-la e impedir que ela vá definitivamente.

Outra fonte de suas pesquisas é McCord (Steve Buscemi), que vive no mundo real e é o cara que fala a Lincoln e Jordan que "Papai Noel não existe", e dá uma explicação bastante pertinente sobre quem é Deus, já que os clones não fazem idéia. É McCord quem equilibra a trama e dá um leve toque de humor.

Por se tratar de clonagem, as cenas que mostram eles nascendo são bastante semelhantes aos partos naturais: a pessoas está inserida em grandes bolsas de água, há sangue e cordão umbilical, e fica em posição fetal chupando o dedo. Assim que ela nasce, umas imagens são colocadas em contato para fazer a programação da memória. É aí que é inserida a lembrança da infância, que é a mesma para todo mundo.

 

 

Com descobertas importantes, corre-corre de atores e movimentos rápidos da câmera, o longa se transforma em uma aventura de perseguição e sobrevivência. A instalação fechada é completamente monocromática, todas as pessoas usam roupas brancas iguais e pouco sabem do mundo lá fora. No mundo real, porém, a cor prevalece ressaltando principalmente a do mar, a das praias, a do deserto do Arizona, a da poluída Los Angeles.

Distribuída pela Warner Bros. em associação com a Dreamworks SKG (empresa de Steven Spilberg), a película prende o espectador do começo ao fim, tem efeitos especiais na medida e assume a alta tecnologia que deveremos ter à disposição em meados do século 21.

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